Camada de Ozônio: Conhecer para preservar!



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12 de outubro de 2020 - 18:00

Certamente, em algum momento da sua vida, você já ouviu falar na camada de Ozônio, ou do “buraco” na camada de ozônio. Mas você sabe da importância dessa camada para manutenção da vida na terra? Mediante isto, convido-lhe a conhecer um pouco mais sobre essa temática!

Até pouco tempo, muito se falava sobre o buraco na camada de ozônio e os malefícios decorrentes deste. Porém, há muito não ouvimos falar sobre essa problemática, será que o buraco parou de crescer? Ou será que a camada de Ozônio está sendo preservada? 

Nenhuma das alternativas! Dados do INEP (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) apontam que a concentração do gás Ozônio está 3% mais baixa, o que resulta em um buraco de 31 milhões de quilômetros quadrados (15% da superfície terrestre) na região da Antártica no final do inverno e durante toda a primavera.

Cabe esclarecer que o ozônio é um gás presente naturalmente em toda a atmosfera, cada molécula possui três átomos de oxigênio e é quimicamente denominado de O₃. A descoberta do ozônio é atribuída ao químico Christian Friedich Schönbein, que em meados do século XIX, observou um odor após descargas elétricas na atmosfera. O químico acreditou que este odor poderia ser atribuído à presença de gás atmosférico e, a este gás, atribui o nome de Ozônio. 

A camada de ozônio é constituída, ou seja, formada, através de moléculas de oxigênio (O₂) presentes na atmosfera, que são atingidas pela radiação UV e transformadas em átomos de oxigênio (O). Os átomos isolados se juntarão a outras moléculas de oxigênio, se transformando em moléculas de ozônio (O₃). A molécula resultante absorve a radiação UV e reinicia o processo (WWF, 2015). Segundo informações do MMA (Ministério do Meio Ambiente), cerca de 90% das moléculas de ozônio se concentram entre 20 e 35 km de altitude, região denominada Camada de Ozônio. Neste sentido, a importância desta camada está no fato deste ser o único gás que filtra a radiação ultravioleta do tipo B (UV-B), nociva aos seres vivos, provocando danos à visão, envelhecimento precoce e desenvolvimento de câncer de pele. 

Levando em consideração todos esses dados descritos acima, vale a seguinte reflexão: por que agimos como se não fizéssemos parte da natureza? Como se não precisássemos dela? Já pensou que estamos sempre lutando contra nós mesmos para a manutenção de um ecossistema equilibrado, para que consigamos preservar o meio ambiente?!

Diante desta luta árdua e diária, várias datas são evidenciadas para fazer alusão, assim como para nos levar a refletir e até mesmo relembrar a importância do meio ambiente para a manutenção da vida no planeta. Assim, no dia 16 de setembro comemora-se o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio, data criada pela Organização das Nações Unidas – ONU, e comemorada devido ao bem sucedido Protocolo de Montreal. Este protocolo foi lançado em 16 de setembro de 1987 e consiste em um compromisso mundial, cujo objetivo é acabar com o uso das substâncias que destroem a camada de ozônio. Vale ressaltar que o Brasil faz parte desde 1990, do Protocolo de Montreal.

 A camada de Ozônio sofre efeitos da poluição crescente provocada pela industrialização, sendo os gases Halon, Tetracloreto de Carbono (CTC), Hidroclorofluorcabono (HCFC), Clorofluorcarbono (CFC) e Brometo de Metila, os que contribuem para a destruição da camada, substâncias estas controladas pelo Protocolo de Montreal. No entanto, novas substâncias foram descobertas, publicadas na revista Nature Geosciense, no ano de 2014. Três dos gases descobertos são CFCs (Clorofluorcarbonetos), CFC-112, CFC-112a, CFC-113a, e quarto gás é um HCFC (Hidroclorofluorcarbonetos) que é o HCHC0133a.

Os clorofluorcarbonetos, até a década de 70, eram muito usados como propelente de inseticidas e aerossóis de perfumes, como líquidos refrigerantes em aparelhos de ar-condicionado e geladeiras, e como gases expansores para a produção de polímeros na forma de espuma. Já os hidroclorofluorcarbonetos, vêm aumentando consideravelmente seu uso no Brasil, de acordo com as informações do MMA – Ministério do Meio Ambiente, desde a proibição dos CFCs, sendo usados nos mesmos itens dos CFCs.

Mas como podemos contribuir para diminuir a emissão desses gases? Seguem algumas dicas: não comprar produtos de madeira não certificada, adquirir produtos feitos de forma sustentável, se locomover mais de bicicleta do que de carro, realizar a coleta seletiva dos materiais recicláveis, dentre outras ações. 

Não podemos mais agir como se vivêssemos em outro mundo, cada ação gera uma reação. Uma hora ou outra, nos atingirá.